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A importância da lealdade na profissão do detetive profissional

 

A realidade do trabalho em equipe nos revela que a lealdade tem relação direta com a franqueza e de forma alguma devemos compactuar ou ser leal a pessoas desonestas dentro da empresa. É preciso vencer a inveja do sucesso alheio e entender que o sucesso da empresa depende do comprometimento de todos.

 

A deslealdade entre colegas de trabalho tem sido apontada como um dos maiores problemas nas empresas. O ambiente de trabalho torna-se cada vez mais desagradável pela falta de lealdade entre os membros de uma equipe, sejam eles subordinados ou chefes. Ao segurar informações relevantes, falar mal e fazer gozação de seus colegas faz aumentar o jogo perde-perde, pois ninguém ganha com esse tipo de atitude. Na verdade isso demonstra que as pessoas são apenas degraus e, para que um suba, é necessário pisar no outro. A realidade do trabalho em equipe nos revela que a lealdade tem relação direta com a franqueza e de forma alguma devemos compactuar ou ser leal a pessoas desonestas dentro da empresa. É preciso vencer a inveja do sucesso alheio e entender que o sucesso da empresa depende do comprometimento de todos.

 

Uma das maiores reclamações entre colegas de trabalho é a deslealdade. E aqui vale a pena esclarecer: a lealdade só é virtude quando ligada a outra virtude. Não devemos ser leais a pessoas desonestas, desleais, falsas, mentirosas. O problema é que a deslealdade gera deslealdade. Assim, uma pessoa justifica sua deslealdade pela deslealdade das outras pessoas, criando um círculo vicioso sem fim.

 

Quando perguntamos qual a maior deslealdade entre colegas de trabalho, as pessoas disseram: “o colega segura ou sonega informações relevantes para o sucesso do meu trabalho”, “cria armadilhas para eu cair”, “não me avisa de situações que podem me prejudicar no trabalho”, etc. A realidade é que todos, sem exceção, afirmaram ser vítimas de deslealdade de seus colegas. Assim, fica claro, que todos saem perdendo nessas relações desleais. Não há ganhadores. Só perdedores. E essa realidade já nos mostra um caminho para o enfrentamento do problema, pois se todos perdem, é claro que todos, ao menos teoricamente, deveriam ter interesse numa solução. E a única solução parece ser o diálogo franco, aberto, mais uma vez, leal, entre colegas de trabalho, para que a situação fique explícita, e com o dedo na ferida, as pessoas possam tomar consciência de que chegou a hora de mudar, pois novamente, todos estão perdendo.

 

O ideal é que as empresas comecem a enfrentar esse problema da deslealdade entre colegas de trabalho de forma aberta e franca e comece a criar mecanismos para que as pessoas possam mudar seu comportamento e deixem essa prática de auto-engano, em que todos perdem imaginando-se expertos. É preciso, com urgência e seriedade, transformar as oito horas de trabalho em horas mais produtivas, menos tensas, mais alegres. É preciso restituir o clima de confiança e coleguismo puro ao ambiente de trabalho. Com a revolução industrial, e posteriormente a globalização, o mercado de trabalho começou a se tornar cada vez mais competitivo, e esse fato trouxe a tona à discussão sobre a lealdade no ambiente de trabalho.

 

Devemos ser leais a quem ao chefe a si mesmo, ou aos seus amigos? Na verdade a todos. O mercado de trabalho é competitivo sim, mas você toma as suas próprias decisões e pode optar pelo caminho da generosidade ou do egoísmo. Talvez ainda seja porque você quer mais do que realmente merece. Quero aqui chamá-lo para uma reflexão. Pense muito bem na sua rotina, naquilo que te motiva e no que vale a pena investir sua energia. Lembre-se que a lealdade é uma via de mão dupla. E é sempre bom lembrar que toda ação tem sempre uma reação, agir com amor e respeito é sempre o melhor caminho.